Estudo da TEx, parte da Serasa Experian, mostra que clientes que renovam a apólice com a mesma corretora pagam os menores valores no seguro de automóveis e motocicletas, enquanto novas contratações e mudanças de corretora elevam o custo da proteção
O preço do seguro de automóvel e de moto continua sendo fortemente influenciado pelo tipo de contratação. Dados do IPSA + IPSM – Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto, desenvolvido pela TEx, parte da Serasa Experian, mostram que renovar a apólice com a mesma corretora segue sendo a alternativa mais econômica para o consumidor.
Em maio de 2026, a renovação com a mesma corretora registrou os menores índices do levantamento: 3,1% no seguro auto e 3,9% no seguro de moto. Já as apólices novas chegaram a 5,9% e 9,6%, respectivamente, enquanto a renovação realizada por outra corretora alcançou 6,9% no seguro de automóveis e 8,0% no seguro de motos. Os números reforçam que o histórico do segurado e o relacionamento com a corretora continuam sendo fatores relevantes na formação do preço.
Variação de seguro de carro e de moto está pequena
Apesar de uma leve alta em relação a abril, o mercado segue mais competitivo do que há um ano. Em maio, o IPSA passou de 4,5% para 4,6% e o IPSM avançou de 8,7% para 8,9%. Na comparação anual, porém, o seguro auto caiu de 5,4% para 4,6%, redução de 14,8%, enquanto o seguro de motos recuou de 9,7% para 8,9%, queda de 8,2%.
O comportamento dos dois segmentos continua diferente. O seguro de automóveis opera em um intervalo mais estável desde o fim de 2025, enquanto o seguro de motos segue mais sensível às oscilações, embora permaneça abaixo dos níveis registrados no ano passado.
A idade do motorista continua influenciando diretamente o valor da apólice. No seguro auto, condutores entre 18 e 25 anos registraram índice de 7,6%, mais que o dobro dos motoristas com 56 anos ou mais, que ficaram em 3,6%. Nas motos, os percentuais foram de 14,9% para os mais jovens e 6,8% para os mais experientes.
No recorte por gênero, os homens registraram índice de 4,7% no seguro de automóveis, enquanto as mulheres ficaram em 4,4%. No seguro de motos, ambos encerraram maio com índice de 8,9%.
A localização também permanece como um dos principais fatores de precificação. A região metropolitana do Rio de Janeiro apresentou os maiores índices do levantamento, com 6,1% no seguro auto e 12,0% no seguro de motos. Curitiba registrou os menores percentuais, com 2,9% e 8,0%, respectivamente.
Modelo do veículo
As características do veículo seguem impactando o custo da proteção. Carros com seis a dez anos de uso registraram índice de 6,2%, enquanto veículos zero quilômetro ficaram em 3,0%. Entre os modelos avaliados entre R$ 31 mil e R$ 50 mil foram observados os maiores índices, enquanto automóveis acima de R$ 151 mil apresentaram os menores percentuais.
Entre os veículos com até dois anos de uso, os híbridos mantiveram o menor índice de seguro, com 2,6%. Os modelos elétricos registraram 3,7% e foram os que mais reduziram o custo da apólice no comparativo anual. Já na distribuição das cotações, os veículos a gasolina responderam por 80,9% do total, seguidos pelos elétricos (8,2%), híbridos (6,2%) e diesel (4,7%).






