Por: Rosane Mota*
Artigo publicado, originalmente, na 65ª edição da revista digital.
O Seguro Empresarial deixou de ser um acessório para se consolidar como um instrumento de governança, continuidade operacional e preservação do patrimônio. De acordo com dados da CNseg, apenas 26,7% dos empresários consideram a contratação de seguros para seus negócios, e somente 20,9% buscam proteção para seus colaboradores. Isso evidencia uma adesão ainda muito baixa no ambiente empresarial.
Esse produto é uma solução flexível, desenhada para atender desde empresas pequenas até grandes organizações. Sua lógica se caracteriza em uma única apólice combinando diversas coberturas, ajustadas ao porte, à atividade e ao grau de exposição de cada estabelecimento.
Quais são suas coberturas?
A cobertura tradicional e, em muitos casos, obrigatória é a de incêndio. Mas a proteção empresarial vai muito além disso e pode incluir:
- Incêndio, raio e explosão;
- Danos elétricos;
- Vendaval, impacto de veículos e queda de árvores;
- Roubo e furto qualificado;
- Quebra de vidros, espelhos, letreiros e fachadas;
- Responsabilidade civil;
- Perda de aluguel e lucro cessantes;
- Equipamentos eletrônicos e máquinas;
- Danos por água, alagamento e inundação;
- Assistências emergenciais, como chaveiro, encanador, eletrecista e vidraceiro;
- Coberturas adicionais sob demanda, conforme perfil da empresa.
Por que o Seguro Empresarial ganhou centralidade?
A razão é simples. A continuidade do negócio depende da capacidade de responder a eventos inesperados sem comprometer o caixa da empresa, operação e reputação. 8 em cada 10 negócios no Brasil seguem expostos a riscos que podem comprometer a sobrevivência do empreendimento, enquanto eventos climáticos extremos já geraram prejuízos significativos ao país.
Esse cenário reforça a função econômica do seguro. O setor segurador brasileiro arrecadou cerca de R$ 751 bilhões em 2025 e devolveu mais de R$ 504 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios. Em termos práticos, isso mostra a dimensão do seguro como mecanismo de recomposição econômica e amortecimento de perdas.
Aplicações práticas por segmento
O desenho do seguro empresarial permite aderência a perfis muito distintos:
- Escritórios: proteção de mobiliário, computadores, documentos,
responsabilidade civil e interrupção de atividades; - Lojas e comércio em geral: cobertura de estoque, vitrines, letreiros, roubo
e danos a terceiros; - Academias: proteção de equipamentos, danos elétricos, responsabilidade
civil e assistência para manutenção da operação; - Restaurantes: cobertura para máquinas, equipamentos, mobiliário,
incêndio, danos elétricos e eventual perda de faturamento; - Pequenas e médias empresas: estrutura modular, com contratação
compatível com a realidade financeira e operacional do negócio.
Seguro empresarial como ativo de gestão
Mais do que uma despesa, o seguro empresarial deve ser compreendido como um ativo de proteção patrimonial e inteligência de risco. Ele não se limita a indenizar perdas; ele sustenta a permanência da empresa em cenários adversos, preserva empregos e impede que um sinistro isolado destrua anos de investimento.
Em um ambiente de alta competitividade, margens estreitas e eventos climáticos cada vez mais severos, a contratação desse tipo de cobertura traduz prudência, maturidade administrativa e visão de longo prazo. A empresa que se protege não apenas resguarda seu patrimônio, ela afirma sua capacidade de resistir, adaptar-se e prosperar.
*Rosane Mota é corretora, CEO e fundadora da RM7 Seguros, Acadêmica da ANSP, Conselheira Consultiva pela Board Academy e coautora de quatro livros.
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