Levantamento do CQCS mostra que número representa mais de 10% do total de registros ativos
O número de Corretores de Seguros com registros suspensos pela Susep alcançou a marca de 15.855 profissionais e empresas, segundo levantamento do CQCS com base nos dados oficiais da autarquia. O total já equivale a mais de 10% dos 148.895 registros ativos existentes atualmente no mercado brasileiro.
Os números revelam uma aceleração significativa das suspensões ao longo de 2026. Em 9 de junho, a Susep registrava 11.159 corretores suspensos, o que representava cerca de 7,3% dos 152.118 registros ativos da época. Em pouco mais de um mês, o contingente de suspensos aumentou em 4.696 registros, uma alta de aproximadamente 42%.
Entre 1º de janeiro e 9 de junho de 2026, a autarquia já havia suspendido 4.930 registros, média próxima de 30 suspensões por dia. Desse modo, o orgão mostra o rigor crescente na fiscalização e no acompanhamento das obrigações regulatórias do setor.
Parte dessas suspensões ocorre por solicitação dos próprios corretores, em situações específicas previstas pela regulamentação. Ainda assim, os dados evidenciam a necessidade de atenção permanente à regularidade cadastral e operacional perante a Susep.
O levantamento também mostra crescimento no número de registros cancelados. Em junho, a autarquia contabilizava 774 cancelamentos. Atualmente, esse número chegou a 806 registros.
Atualmente, dos 148.895 registros ativos, 84.936 pertencem a corretores pessoas físicas, enquanto 63.959 correspondem a empresas corretoras de seguros em situação regular perante a autarquia.
Diante desse cenário, entidades representativas do setor têm reforçado a importância da regularização tempestiva. O Sincor-SP, por exemplo, mantém orientação e suporte aos profissionais associados que enfrentam processos de suspensão, alertando que a restrição impede o exercício da atividade de distribuição de seguros e pode gerar impactos financeiros e operacionais relevantes.
Entre os principais fatores que podem resultar na suspensão do registro estão irregularidades cadastrais, descumprimento de obrigações regulatórias, pendências administrativas e falhas relacionadas ao cumprimento das exigências estabelecidas pela Susep. Por isso, especialistas recomendam que corretores e corretoras acompanhem regularmente sua situação junto ao órgão regulador para evitar sanções e garantir a continuidade de suas operações.




