Como o Ping Seguros acelera a transformação digital nas corretoras

Como o Ping Seguros acelera a transformação digital nas corretoras

Renis Scarpetti Junior, CBO, Luiz Gil Andrade, fundador, e Luís César Pereira, CTO do Ping Seguro

Criada em 2018, startup mudou a rotina analógica do setor em um ecossistema de alta performance; com ferramentas avançadas de automação e olho no mercado de massa, a startup simplifica a gestão de 600 corretoras e acelera o passo para expandir a força de vendas do corretor de seguros diante de um mercado cada vez mais competitivo

Reportagem publicada, originalmente, na 65ª edição da revista digital

A realidade do mercado de seguros há 10 anos era analógica. A função do “corretor pastinha”, termo destinado aos profissionais que dependiam de arquivos físicos, pilhas de papéis e pastas para guardar documentos e gerenciar suas apólices, ainda era muito presente. Havia uma urgência velada por modernização, mas faltavam ferramentas acessíveis que fizessem a ponte entre o passado burocrático e o futuro tecnológico.

Foi exatamente nesse cenário de transição que a GTI Solution, empresa de desenvolvimento de tecnologia para grandes seguradoras, percebeu a oportunidade de expandir seus negócios. Em vez de focar apenas nas grandes companhias, a liderança decidiu direcionar seu know-how acumulado e mais de vinte anos de experiência de mercado dos fundadores para a outra ponta do ecossistema: o corretor de seguros.

A proposta era canalizar toda a bagagem técnica da empresa para criar uma solução escalável, que funcionasse como o motor da inclusão digital para a força de vendas. “Carregamos dentro da solução do Ping toda a bagagem que a gente tinha de GTI e de mercado segurador. Pensamos em como expandir os negócios olhando para o corretor e no que conseguiríamos criar para eles dentro das nossas soluções”, lembra Luiz Gil Andrade, fundador da GTI Solution e CEO do Ping Seguro.

Lançado oficialmente no CONEC 2018, a startup trouxe em seu DNA a missão de transformar o perfil do profissional da época. “Os corretores tinham os seus arquivos físicos para guardar os documentos. Quando criamos o Ping, pensamos em digitalizar esses profissionais. Como para um corretor custear todo um desenvolvimento com uma solução única é inviável, porque o recurso de TI é caro, usamos os nossos recursos para alavancar a digitalização dessas empresas”, destaca o executivo.

Muito além do multicálculo: o braço direito da gestão operacional

Toda a robustez estrutural construída reflete diretamente na ponta final do mercado, transformando o hub tecnológico em um verdadeiro motor de vendas. Ao consolidar soluções em uma única plataforma, o Ping Seguro deixou de ser uma promessa de inovação para se tornar o braço operacional indispensável no cotidiano das corretoras.

Essa transição do histórico de desenvolvimento para a prática comercial foca em um público muito bem definido: empresas de pequeno e médio porte, organizações que precisam de fôlego para crescer, mas que frequentemente se vêem sufocadas por burocracias internas.

De acordo com Renis Scarpetti Junior, CBO do Ping Seguro, a proposta comercial da startup visa resgatar o tempo do corretor para o que realmente importa. “Se ele (corretor) ficar fazendo vários controles paralelos, não consegue focar na venda. Para agilizar e dar suporte no seu cotidiano, o Ping vem centralizando vários processos”.

Segundo o executivo, a centralização se traduz em agilidade e mobilidade, permitindo que o profissional tenha a corretora na palma da mão, seja no escritório ou na rua. A plataforma amarra pontas que antes ficavam soltas, conectando desde a recepção de leads automáticos até o controle minucioso de renovações de apólices.

“O corretor não pode ficar preso aos processos, cadastrando tudo no Excel para depois não conseguir consultar. O Ping centraliza esses processos de forma digital, permitindo que ele esteja na rua consultando uma cotação ou um multicálculo. Isso dá agilidade e deixa ele com foco no relacionamento com o cliente e em fechar negócios”, pontua Scarpetti.

Na avaliação do CBO da startup, essa é a entrega de valor que distancia das soluções tradicionais de mercado. Embora o ecossistema conte com um multicálculo sofisticado, o verdadeiro diferencial competitivo está na capacidade de fundir a cotação com a estratégia de cross-selling e inteligência de dados. O sistema ajuda o corretor a mapear sua própria carteira, identificando, por exemplo, qual cliente de seguro de automóvel está pronto para receber uma oferta de seguro de vida ou residencial.

Essa visão analítica desenha uma solução sob medida para a cultura do mercado nacional. Scarpetti destaca que a união entre a simplicidade de uso e o investimento constante da liderança garante o protagonismo da plataforma. “Não somos apenas uma ferramenta de cotação. Entregamos uma solução completa de gestão. Atendemos a realidade do corretor brasileiro, oferecendo simplicidade de uso, mobilidade e integração, o que aumenta a produtividade comercial”.

Como a inteligência artificial transforma a gestão de 600 corretoras

A eficiência comercial e o foco no relacionamento, destacados por Scarpetti, só são possíveis graças a uma robusta engrenagem tecnológica que roda nos bastidores da plataforma. Para sustentar o crescimento e simplificar a rotina das atuais 600 corretoras cadastradas, o Ping transformou a inteligência artificial em uma aliada prática do dia a dia, e não apenas em um conceito abstrato.

A evolução da ferramenta partiu da premissa de eliminar tarefas puramente manuais, permitindo que o corretor gerencie sua carteira com a agilidade que o mercado moderno exige.

No centro dessa engrenagem está a aplicação da IA em pilares operacionais estratégicos. Luís César Pereira, CTO da empresa, detalha como a tecnologia foi desenhada para poupar o ativo mais precioso do profissional: o tempo. “Aplicamos a inteligência artificial em uma funcionalidade de importação de PDF. O corretor antes tinha que digitar as apólices à medida que ia emitindo, um trabalho operacional. Facilitamos isso: ele pega o PDF emitido na seguradora e, usando IA, extraímos os dados e já cadastramos no CRM”.

Além da inteligência de dados, a plataforma passou por uma reestruturação visual completa baseada em padrões modernos de usabilidade, tornando a navegação intuitiva. O sistema de multicálculo foi redesenhado para encurtar os questionários e automatizar respostas de campos padrões, otimizando o processo de cotação de forma que o resultado de dez seguradoras seja exibido simultaneamente em uma única tela, carregando os dados em tempo real conforme as companhias respondem.

Essa transformação digital atua diretamente na saúde financeira e operacional das centenas de empresas que utilizam a solução. Para Luiz Gil, o papel do Ping Seguro vai muito além de fornecer um software; trata-se de um movimento de profissionalização do setor.

“Buscamos ajudar esse pequeno e médio corretor a ganhar mais agilidade nos processos de venda, controle e administração, reduzindo custos operacionais. Com isso, ele administra a sua carteira e amplia sua capacidade de venda. Buscamos o corretor como um parceiro estratégico, aumentando sua competitividade diante de uma grande concorrência. O profissional que tem hoje uma corretora digital sai na frente, e essa é uma forma de profissionalizar o seu negócio”, destaca o CEO.

O amanhã do mercado

Olhar para o futuro do Ping Seguro é desenhar uma linha de crescimento agressiva sustentada por inovação contínua. A startup projeta atingir a marca de mil parceiros até o fim deste ano. Para suportar essa velocidade nas vendas, o coração tecnológico da plataforma continuará expandindo o uso de inteligência artificial, migrando de funções puramente operacionais para o próprio processo comercial. O objetivo é implementar automações de autoadesão via WhatsApp para produtos massificados e estruturar um pós-venda inteligente capaz de fornecer segundas vias de certificados e tirar dúvidas diretamente com o segurado, liberando ainda mais as frentes de trabalho das corretoras.

Essa evolução tecnológica do Ping corre em paralelo com uma profunda transformação no próprio ecossistema de companhias seguradoras. O mercado tem visto a chegada de insurtechs, empresas nativas digitais que, pela agilidade e ausência de legados sistêmicos complexos, integram-se rapidamente via API.

Segundo Luiz Gil, esse movimento das operadoras menores e mais flexíveis ditará o ritmo do setor, forçando os grandes players tradicionais a se moverem. “As pequenas estão se mobilizando, com facilidade de conectar, enquanto as grandes ainda têm resistências e dificuldades pelo tamanho de sua estrutura. Essas entrantes vão acabar ajudando a mudar o mercado para as grandes, porque se elas não facilitarem a integração de dados, as seguradoras digitais serão preferidas no processo”, pondera o CEO.

A divisão equilibrada entre o digital e o humano redefine diretamente a importância do corretor de seguros no presente e no futuro. Ao transferir o massivo trabalho braçal de digitação e emissão para o ecossistema automatizado do Ping, o profissional finalmente ganha o recurso mais escasso do mercado: o tempo.

Com a operação automatizada, o corretor deixa de ser um mero emissor de apólices e assume o papel estratégico de consultor de riscos. O segurado comum raramente compreende as minúcias e coberturas do contrato que assina, e é nessa brecha que o conhecimento técnico do profissional, aliado à tecnologia, gera valor real.

Dessa forma, o futuro desenhado pelo Ping Seguro fecha um ciclo perfeito com a sua própria história nascida em 2018. Aquela startup que surgiu no CONEC para evoluir o tradicional “corretor pastinha” do isolamento dos arquivos físicos e das planilhas paralelas de Excel, hoje consolida-se como o motor que profissionaliza e dá escala ao pequeno e médio empreendedor.

A essência colaborativa que motivou Luis Gil Andrade, Renis Scarpetti e Luís Cesar Pereira a unificar os esforços e bagagem da GTI Solution para criar um hub acessível continua sendo a mesma que projeta o corretor rumo à era da inteligência artificial: dar ao profissional as melhores armas tecnológicas do mercado para que ele se preocupe menos com a burocracia e mais em proteger o futuro de seus clientes.

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