Seguro de moto recua 2,3% em agosto e volta ao menor índice de 2026

Seguro de moto recua 2,3% em agosto e volta ao menor índice de 2026

IPSM caiu de 8,6% para 8,4%, enquanto o seguro auto subiu 2,3% no mês, segundo levantamento da TEx, da Serasa Experian

O preço relativo do seguro de moto recuou 2,3% em agosto e voltou ao menor índice de 2026. Segundo o estudo IPSA + IPSM, Índice de Preços do Seguro de Automóvel e Moto, desenvolvido pela TEx, parte da Serasa Experian, o IPSM passou de 8,6% em julho para 8,4% no mês, mesmo patamar registrado em março deste ano.

Já o seguro de automóveis seguiu na direção oposta. O IPSA avançou de 4,3% para 4,4% em agosto, alta de 2,3%, interrompendo duas quedas consecutivas. Os dados mostram, portanto, movimentos distintos nos dois segmentos: enquanto o seguro de moto recuou e voltou ao piso de 2026, o seguro auto apresentou uma pequena alta.

Apesar da queda mensal, o IPSM continua apresentando oscilações mais frequentes que o indicador de automóveis. No caso do seguro auto, o avanço de agosto mantém o índice próximo dos menores níveis da série, mas, isoladamente, ainda não caracteriza uma mudança de tendência.

Seguro de moto e auto acumulam queda em 12 meses

Na comparação com agosto de 2025, os dois indicadores permanecem abaixo dos níveis registrados naquele período.

O IPSA passou de 5,2% para 4,4% em 12 meses, redução de 0,8 ponto percentual, equivalente a 15,4%. No mesmo intervalo, o IPSM recuou de 9,7% para 8,4%, queda de 1,3 ponto percentual ou 13,4%.

A diferença entre os dois índices também diminuiu. Há um ano, o IPSM estava 4,5 pontos percentuais acima do IPSA. Em agosto, essa distância caiu para 4,0 pontos percentuais.

O cenário combina, portanto, redução dos preços relativos dos dois produtos na comparação anual, mas com comportamentos diferentes no curto prazo: maior estabilidade no seguro auto e oscilações mais frequentes no seguro de motos.

“Os dados de agosto reforçam que auto e moto vivem movimentos diferentes. No seguro de automóveis, a pequena alta mensal ocorre depois de duas quedas consecutivas e, isoladamente, não muda o cenário de maior estabilidade dos últimos meses. Nas motos, o índice voltou ao menor patamar do período, mas segue oscilando mais. Em ambos os casos, a comparação em 12 meses ainda mostra uma redução importante dos preços relativos”, afirma Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian.

Além do relatório mensal do IPSA + IPSM, a Serasa disponibiliza o Mapa de Seguros, indicador que mostra como os brasileiros estão pesquisando seguros de automóveis e motos no país. Os dados são analisados estatisticamente a partir da plataforma de inteligência de mercado da TEx, que considera informações do sistema de Multicálculo utilizado diariamente por corretoras de seguros em todo o Brasil.

Seguro novo segue mais caro que renovação

O tipo de contratação continuou influenciando o preço relativo do seguro em agosto. No seguro novo, o índice ficou em 5,5% para automóveis e 9,4% para motocicletas, os maiores percentuais entre as três modalidades analisadas.

Na renovação realizada por outra corretora, os índices foram de 3,1% no seguro auto e 8,2% no seguro de motos. Já na renovação pela própria corretora, os percentuais ficaram em 3,7% e 6,6%, respectivamente.

Os números mostram que o seguro novo permaneceu acima das duas modalidades de renovação nos dois segmentos. Entre as motocicletas, a diferença é mais acentuada: o índice do seguro novo ficou 42,4% acima dos 6,6% registrados na renovação pela própria corretora.

Diferença entre homens e mulheres diminui em 12 meses

O recorte por sexo mostra redução anual em todos os grupos analisados. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o IPSA masculino caiu 16,7% e o feminino recuou 14,3%. No IPSM, as quedas foram de 14,1% entre os homens e 9,9% entre as mulheres.

Com esse movimento, também diminuiu a diferença entre os índices masculino e feminino. No seguro auto, a distância passou de 0,5 para 0,3 ponto percentual. Nas motos, caiu de 0,8 para 0,3 ponto.

Em agosto, o IPSA ficou em 4,5% entre os homens e 4,2% entre as mulheres. No seguro de motos, os índices foram de 8,5% e 8,2%, respectivamente. O IPSM masculino atingiu o menor valor da série analisada, enquanto o IPSA masculino permaneceu no piso do período.

Quando sexo e estado civil são analisados em conjunto, as diferenças se ampliam em alguns perfis. Entre as mulheres, o IPSA variou de 3,5% a 5,0% e o IPSM de 7,2% a 8,8%, dependendo do estado civil. Entre os homens, os índices ficaram entre 4,2% e 5,4% no seguro auto e entre 7,1% e 9,8% no seguro de motos.

O recorte mostra que, mesmo com a aproximação dos índices médios de homens e mulheres, diferentes combinações de características demográficas ainda apresentam variações relevantes na precificação.

Todas as faixas etárias ficam abaixo de 2025

A idade do condutor permanece entre os fatores que diferenciam os preços relativos do seguro. Todas as faixas etárias analisadas encerraram agosto abaixo dos níveis registrados um ano antes.

No seguro auto, os motoristas entre 18 e 25 anos passaram de 8,7% para 7,2%, queda de 1,5 ponto percentual e o menor índice dessa faixa nos 13 meses analisados. Em termos proporcionais, a maior redução ocorreu entre os condutores de 46 a 55 anos, com recuo de 18,4%.

No seguro de motos, todas as faixas recuaram em agosto na comparação mensal. A maior queda ocorreu entre os condutores de 18 a 25 anos, com o IPSM passando de 14,4% para 13,7%.

As faixas de 18 a 25 anos, 46 a 55 anos e 56 anos ou mais encerraram o mês em suas mínimas do período, enquanto o grupo de 36 a 45 anos igualou o piso de 7,8%.

Rio tem índice de seguro de moto mais de duas vezes superior ao de Belém

A localização continua produzindo diferenças expressivas nos preços relativos dos seguros. Em agosto, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro registrou 5,5% no seguro de automóveis e 11,6% no seguro de motos.

Em Belém, uma das regiões metropolitanas com os menores índices do levantamento, os percentuais ficaram em 3,1% no auto e 5,5% na moto.

Na comparação entre as duas regiões, o índice do Rio foi 77,4% superior no seguro de automóveis e 110,9% maior no de motocicletas.

Entre as demais regiões metropolitanas, São Paulo registrou 4,5% no auto e 11,1% na moto; Salvador, 4,5% e 9,3%; Recife, 4,2% e 7,9%; Belo Horizonte, 3,6% e 8,2%; Porto Alegre, 3,9% e 6,6%; Fortaleza, 3,3% e 7,5%; e Curitiba, 3,2% e 8,5%.

“A localização continua sendo uma das variáveis importantes para entender as diferenças de preço do seguro. Quando comparamos regiões metropolitanas, vemos que o mesmo produto pode representar parcelas bastante diferentes do valor do veículo. Por isso, olhar apenas para a média nacional não é suficiente para compreender a precificação em cada mercado”, explica Brandão.

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