Seguro de carro na Zona Leste custa 72,7% mais que no Centro de São Paulo

Seguro de carro na Zona Leste custa 72,7% mais que no Centro de São Paulo

Levantamento da TEx, parte da Serasa Experian, mostra que, em agosto, a Zona Leste registrou índice de 5,7% no seguro auto, ante 3,3% no Centro. No seguro de moto, a diferença entre as duas regiões chegou a 94,6%

A diferença foi ainda maior nas motocicletas. A Zona Leste apresentou índice de 14,4%, ante 7,4% no Centro, uma distância de 94,6%.

Nas demais regiões da capital, a Zona Norte registrou 4,7% no seguro auto e 11,6% no seguro de moto. Na Zona Sul, os índices foram de 3,8% e 11,8%, respectivamente, e na Zona Oeste, de 3,5% e 11,8%.

“São Paulo mostra com clareza como o endereço pode alterar a relação entre o valor do seguro e o do veículo. Essa diferença não deve ser lida isoladamente: a localização se soma ao perfil do condutor, às características do veículo e a outros fatores considerados na avaliação de risco”, afirma Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o IPSA ficou em 4,5% e o IPSM, em 11,1%. Entre as nove regiões metropolitanas acompanhadas, o Rio de Janeiro apresentou os maiores índices, com 5,5% no auto e 11,6% na moto. Salvador registrou 4,5% e 9,3%; Recife, 4,2% e 7,9%; e Belo Horizonte, 3,6% e 8,2%.

Mesmo carro e perfil, mas diferença de R$ 3.248 no seguro

O estudo traz uma comparação que ajuda a dimensionar o peso da localização. Duas seguradas de 41 anos, com carros de dois anos de uso avaliados em R$ 116 mil na tabela Fipe, apresentam valores distintos de seguro apenas considerando a mudança da cidade de residência.

No exemplo, a moradora do Rio de Janeiro pagaria R$ 7.192 por ano, o equivalente a 6,2% do valor do automóvel. Em São Paulo, o seguro seria de R$ 3.944, ou 3,4%. São R$ 3.248 de diferença, com o valor do Rio 82,4% acima do calculado para São Paulo.

No cenário nacional, auto e moto seguiram direções opostas em agosto. O IPSA avançou de 4,3% para 4,4% entre julho e agosto, alta de 2,3%. O IPSM caiu de 8,6% para 8,4%, recuo de 2,3%, e voltou ao menor nível do período analisado, já registrado em março.

Em 12 meses, porém, ambos recuaram. O IPSA passou de 5,2% para 4,4%, queda de 15,4%, enquanto o IPSM saiu de 9,7% para 8,4%, redução de 13,4%.

A composição das cotações também vem se diversificando. Os veículos a gasolina responderam por 78,7% do volume em agosto, enquanto elétricos chegaram a 9,6%, híbridos a 6,9% e diesel a 4,8%.

Acesse o estudo completo

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