Relatório mostra que tecnologia ganha espaço na comparação de produtos, análise de coberturas e atendimento de sinistros
A inteligência artificial (IA) está mudando a forma como os consumidores pesquisam, comparam e fazem a contratação de seguros. Levantamento global da Accenture, realizado com mais de 25 mil consumidores em 16 países revela que 72% dos consumidores acreditam que a IA influenciará pelo menos metade de suas decisões de compra de seguros nos próximos 12 meses. Entre as gerações Z e Y, esse percentual sobe para 86%.
Segundo o estudo, 82% dos entrevistados já utilizam ferramentas de IA generativa. O movimento tende a reduzir uma das principais vantagens competitivas das seguradoras: a renovação automática das apólices por hábito dos clientes.
Além disso, a pesquisa mostra que 37% dos consumidores passaram a considerar seguradoras que antes não avaliavam graças às recomendações da IA, enquanto 47% afirmam que encontraram produtos mais adequados do que aqueles que identificariam sozinhos. O estudo revela, ainda, que 70% dizem que a tecnologia ajuda a tomar decisões de forma mais rápida e assertiva.
Outro destaque é o impacto sobre os canais tradicionais de distribuição. Isso porque, entre os consumidores das gerações Y e Z, as plataformas de inteligência artificial já superam os comparadores de preços como principal fonte de pesquisa para seguros residenciais e automotivos.
Preço menor não define contatação
O levantamento também revela que, na contratação de seguros, os consumidores não buscam apenas preços menores. Para 46% dos entrevistados, a IA deve considerar fatores como qualidade da cobertura, reputação da seguradora e eficiência no atendimento de sinistros durante a recomendação das apólices.
Apesar do avanço da tecnologia, a pesquisa indica que a maioria dos consumidores ainda prefere manter participação ativa nas decisões. Apenas 8% aceitariam delegar completamente a contratação e a gestão do seguro a um agente de IA. Enquanto isso, 42% afirmam que desejam analisar as opções antes de qualquer decisão automatizada.
Por fim, na etapa de pagamento, a cautela é ainda maior. Cerca de 31% dos consumidores não permitem que agentes de IA participem das decisões financeiras. Desse modo, aqueles que aceitam, priorizam requisitos como segurança cibernética e proteção contra fraudes.




