Criada por quem entende de seguros, startup 100% nacional nasce para organizar o backoffice das corretoras e auxiliar no crescimento sustentável das empresas
Reportagem publicada, orignalmente, na edição 66 da revista digital.
Depois de anos em que a Inteligência Artificial ocupou o centro do discurso sobre inovação, o mercado de seguros começa a exigir aplicações mais concretas e aderentes à realidade das corretoras. A tecnologia deixa de ser diferencial por si só e passa a ser cobrada por aquilo que realmente entrega: eficiência operacional, aumento de produtividade, crescimento dos negócios e, por fim, melhor experiência para o segurado.
Com operações enxutas e um modelo de atendimento pautado na proximidade com os seus clientes, as corretoras de pequeno e médio porte são as que mais precisam de uma ferramenta que te faça crescer. Entretanto, o caminho para implementar a IA em sua operação pode ser desafiador.
Neste cenário, a Maytech IA surge como um exemplo de uma nova geração de insurtechs que nasceram a partir da experiência prática dentro das corretoras, propondo uma aplicação da IA voltada para resolver problemas reais da operação, e não apenas digitalizar processos.
“Muitas iniciativas focam no viés comercial por ser a dor mais visível do corretor, mas essa nem sempre é a melhor saída”, observa Rafael Sousa, fundador da startup.
Ao acompanhar diferentes corretoras em trabalhos de consultoria, o executivo identificou uma sobrecarga crescente nas equipes. Isso porque foi detectado que a mão de obra está escassa e as seguradoras vêm automatizando seus processos. Para ele, essa movimentação de mercado reduz o contato humano e transfere toda a carga operacional para a ponta.
“Quando a corretora cresce, enfrenta inevitavelmente as dores desse avanço. Por isso, decidimos estruturar o backoffice, pois o verdadeiro crescimento sustentável precisa ser ancorado em processos claros, rotinas sólidas e uma gestão eficiente para, só então, liberar o corretor para vender”, pontua Sousa.
Além de ser uma mola propulsora de crescimento para as corretoras, o sucesso da Maytech está ancorado nos anos de experiência do seu fundador.
Criada por quem conhece o mercado
Com mais de três décadas de atuação no setor de seguros, o executivo acumula uma bagagem que inclui liderança comercial e a gestão de atendimentos à distância muito antes da popularização do modelo remoto. Essa vivência prática dos gargalos do setor, somada a uma sólida formação em análise de sistemas, gestão e IA, impulsionou a criação da etoBe em 2020, uma consultoria de negócios associada pelo Sincor-SP.
Foi justamente dessa combinação entre anos de consultoria e a busca por automação que evoluiu a Maytech IA, unindo conhecimento tecnológico à experiência prática sobre o dia a dia das corretoras.
Automação estratégica
A proposta da Maytech IA vai além da simples contratação de um software: trata-se de estruturar um hub completo de soluções operacionais internas. Na prática, a tecnologia assume desde rotinas burocráticas, como a gestão automatizada de parcelas em atraso, até o atendimento automatizado e ações de cross-selling em produtos de menor complexidade.
É exatamente esse o papel da May, a inteligência artificial desenvolvida para atuar no coração da operação. Longe de tentar substituir o fator humano, a May chega para organizar processos, apoiar a equipe e automatizar tarefas repetitivas. Com ela no backoffice, a corretora ganha o suporte necessário para atender com mais agilidade, produzir mais e alcançar um crescimento sustentável e altamente eficiente.

O resultado é ampliar a disponibilidade do corretor para as atividades em que sua experiência agrega mais valor: o relacionamento, a orientação ao cliente e a negociação de seguros mais complexos.
Embora o ganho de produtividade com a IA seja algo claro, boa parte dos corretores ainda resiste. Para Rafael Sousa, negar esse tipo de inovação pode custar caro no longo prazo.
“Ao adiar essa avaliação, a corretora pode ampliar sua dependência de tarefas manuais justamente quando o mercado exige mais agilidade e capacidade operacional. A automação deve preservar o relacionamento humano e, ao mesmo tempo, fortalecer a capacidade operacional da corretora: produzir com regularidade, atender com qualidade e gerar novos negócios”, analisa o fundador.
Ao projetar os próximos anos, Rafael Sousa destaca que a evolução tecnológica no setor de seguros é um caminho sem volta. “A corretora mais competitiva não será necessariamente a que utilizar mais tecnologia, mas aquela que souber aplicá-la com organização, propósito e controle operacional”, avalia.
Segundo ele, a Inteligência Artificial deixa de ser um mero luxo para se tornar o motor que fornece dados e indicadores precisos ao corretor. É exatamente nessa combinação entre conhecimento tecnológico e experiência prática na operação das corretoras que a Maytech IA estabelece seu diferencial. Mais do que uma fornecedora de sistemas, a insurtech se posiciona como uma parceira estratégica para simplificar a rotina, potencializar a tomada de decisão e garantir que o corretor mantenha o foco no que realmente importa: gerar novos negócios e crescer com sustentabilidade.





