Queda anual rompe faixa de 9% a 10% e indica mudança estrutural no segmento
O preço do seguro de moto liderou a queda no comparativo anual e atingiu, em março, o menor valor de toda a série histórica iniciada em 2023. O IPSA + IPSM – Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto, desenvolvido pela TEx, parte da Serasa Experian, registrou 8,4% no seguro de motos, consolidando o movimento de retração mais intenso entre os segmentos e marcando uma nova fase de preços no mercado.
Na comparação entre março de 2025 e março de 2026, o recuo do seguro de moto foi o mais relevante do período. Após atingir o pico de 10,1% em julho de 2025, o IPSM entrou em trajetória consistente de queda no segundo semestre e rompeu o intervalo entre 9% e 10% que predominava desde o início da série. O resultado de 8,4% representa o menor nível já registrado e sinaliza uma mudança estrutural na precificação do segmento.
No seguro de automóveis, o IPSA também recuou no período, passando de 5,3% para 4,6%. O índice segue abaixo de 5% desde o fim de 2025, indicando um ambiente mais competitivo e estável. Ainda assim, o movimento foi menos intenso do que o observado nas motos, reforçando o protagonismo do segmento de duas rodas na queda recente dos preços.
A desaceleração ocorreu de forma paralela, mas com maior intensidade nas motos, o que contribuiu para a redução da diferença entre os dois mercados. Esse movimento indica um reequilíbrio gradual entre risco e preço, após um período de maior pressão no segmento de motocicletas.
Um novo patamar no seguro de moto e de carro
Segundo Emir Zanatto, Head de Seguros da Serasa Consumidor, o resultado marca uma mudança relevante para o setor. “O resultado é a formação de um novo patamar de preços, mais baixo e mais previsível. O setor entra em um novo ciclo, marcado por ajuste técnico, maior competição e reequilíbrio das condições de risco. Isso favorece não só seguradoras e corretoras, mas o consumidor final, especialmente quem ainda não é segurado”, afirma.
O cenário reforça uma transformação estrutural no seguro de motos, que passa a operar em um nível mais baixo de preços após anos de maior volatilidade. A nova base amplia a previsibilidade e abre espaço para maior competitividade e expansão do mercado.
Perfis de contratação
O tipo de contratação continua sendo um fator relevante na formação do preço. Em março, seguros novos registraram os maiores índices, enquanto as renovações mantiveram percentuais mais baixos, reforçando o peso do histórico do segurado na precificação.
Nos recortes demográficos, a tendência de queda observada ao longo do segundo semestre de 2025 se mantém no início de 2026. Motoristas mais jovens continuam concentrando os maiores índices, enquanto condutores mais experientes registram os menores valores.
A localização segue como um dos principais determinantes do preço. Em março de 2026, a região metropolitana do Rio de Janeiro apresentou os maiores índices do país, enquanto outras capitais registraram valores significativamente menores, evidenciando o impacto de fatores como circulação urbana e exposição ao risco.
As características dos veículos também seguem influenciando o custo do seguro. Modelos mais antigos concentram os maiores índices, enquanto veículos zero quilômetro apresentam os menores percentuais. No recorte por valor, faixas intermediárias continuam liderando os maiores níveis de preço.
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