30/07/2021

Busca por seguros de pessoas continua em alta em abril

Busca por seguros de pessoas continua em alta em abril
A proteção pessoal, da família e do patrimônio ganha destaque no planejamento financeiro do brasileiro nesse momento de retração econômica, atraso na vacinação e desemprego 

O cenário desafiador diante dos efeitos da pandemia, o avanço do desemprego e a necessidade de acelerar o programa de imunização da população tem despertado no brasileiro a conscientização sobre a necessidade  de  buscar  proteção  para si  e para a  família.  

Somente em abril de 2021, os contratos de planos de seguro de pessoas cresceram 24,3%, chegando a cerca de R$ 4,1 bilhões e superando o alcançado no mesmo mês de 2020, de acordo com dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – FenaPrevi divulgados nesta quinta-feira (09/06). 

Já o impacto da pandemia da Covid-19 resultou em um volume pago de sinistros 116% maior em relação a abril do ano passado, totalizando R$ 1,8 bilhão em indenizações no mês. 

“É mais uma demonstração inequívoca de que a pandemia potencializou a busca por maior proteção. Retrato de uma nova percepção da sociedade sobre a importância do seguro de pessoas e o setor tem oferecido uma resposta à altura para atender as demandas dos consumidores”, diz o diretor executivo da FenaPrevi, Carlos De Paula. 

Vida puxou o crescimento 

O volume mensal de crescimento dos prêmios é puxado pelo seguro de Vida, nas modalidades Individual e Coletiva, que registraram R$ 1,8 bilhão em negócios – uma alta de 23,5%. Os produtos de vida, em geral, cobrem indenizações por morte, invalidez permanente ou temporária e assistência funeral. 

Na sequência, vem o seguro Prestamista com quase R$ 1,3 bi em contratações em abril, aumento de 35% em relação ao mesmo mês do ano passado. Este seguro é um dos mais procurados por cobrir riscos de inadimplência. “As seguradoras vêm amparando os clientes num momento agudo, o que não só ameniza as dificuldades mais prementes, mas também tem contribuído para a manutenção da sustentabilidade da economia como um todo”, observa De Paula. 

Coberturas como as de Acidentes Pessoais, Doenças Graves/ Terminais e o Auxílio Funeral somaram R$ 534 milhões, R$ 112 mi e R$ 83 mi, respectivamente. E tiveram, em abril, crescimento de 12,7%, 28,9% e 31,5% frente ao mesmo mês do exercício anterior.

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