Seguros de danos e responsabilidades crescem 7,5% em 2025 e reforçam papel da proteção no país

Seguros de danos e responsabilidades crescem 7,5% em 2025 e reforçam papel da proteção no país

Ney Ferraz Dias, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg)

Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) destaca maior consciência da sociedade sobre gestão de riscos e continuidade dos negócios

O mercado de seguros de danos e responsabilidades encerrou 2025 com R$ 144,5 bilhões em arrecadação, alta de 7,5% em relação a 2024, segundo dados do setor consolidados pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). O resultado reflete o avanço da demanda por proteção patrimonial e a maior atenção à gestão de riscos no país.

“Os dados mostram que o seguro está cada vez mais presente na vida das pessoas e das empresas. Esse crescimento reflete uma sociedade mais consciente da importância da proteção — seja para preservar o patrimônio das famílias, seja para garantir a continuidade dos negócios em um ambiente cada vez mais exposto a riscos, com destaque crescente para os riscos climáticos”, afirma o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Ney Ferraz Dias.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelos ramos de automóvel, patrimonial e riscos financeiros, que concentraram a maior parte da expansão ao longo do ano.

O seguro automóvel manteve sua posição como principal segmento, com arrecadação de R$ 61,6 bilhões, crescimento de 6,8% na comparação anual. Dentro do ramo, destacaram-se as coberturas de responsabilidade civil facultativa (+7,3%) e assistência (+12,5%), refletindo a busca por proteção mais ampla.

Já os seguros patrimoniais — que abrangem os ramos residencial, condominial e empresarial — registraram avanço expressivo de 12,8%, alcançando R$ 35,7 bilhões. O resultado foi influenciado pela expansão dos seguros empresarial (+14,0%), residencial (+11,0%) e de riscos operacionais (+11,9%), evidenciando a crescente preocupação com a proteção de ativos e a continuidade das atividades produtivas.

Outro destaque foi o segmento de riscos financeiros, que cresceu 18,7%, somando R$ 10,6 bilhões em arrecadação. O resultado foi impulsionado, sobretudo, pelos seguros de garantia (+23,9%) e fiança locatícia (+19,5%), em linha com a dinâmica da economia e a maior utilização de instrumentos de mitigação de riscos contratuais.

Os seguros habitacionais também mantiveram trajetória positiva, com alta de 11,9% e volume de R$ 8,0 bilhões, enquanto o ramo de transportes avançou 7,7%, acompanhando o aquecimento das cadeias logísticas.

Em contrapartida, o seguro rural apresentou retração de 8,8%, refletindo fatores conjunturais do setor agropecuário ao longo do período. O resultado também foi influenciado pela redução dos recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que subsidia parte do custo das apólices e é fundamental para ampliar o acesso dos produtores ao seguro. Como reflexo, a área segurada no país caiu de cerca de 14% em 2021 para aproximadamente 3% em 2025, evidenciando o impacto direto da menor disponibilidade de subvenção sobre o nível de contratação.

Pelo lado das indenizações pagas, o volume total atingiu R$ 62,7 bilhões, crescimento de 3,9% em relação a 2024, com destaque para o aumento no seguro automóvel (+6,0%) e no ramo de transportes (+17,5%), indicando maior utilização das coberturas diante de eventos adversos.

Segundo o presidente da FenSeg, o avanço do setor também acompanha a sofisticação das demandas.

“À medida que a economia evolui e os riscos se tornam mais complexos, o seguro se consolida como um instrumento essencial de estabilidade e desenvolvimento, contribuindo para dar previsibilidade e segurança às decisões de investimento e ao dia a dia das pessoas”, completa.

Além desse movimento, o setor também avança em um importante processo de modernização regulatória. Com a entrada em vigor da Lei nº 15.040, em 11 de dezembro de 2025 — o novo marco legal dos seguros —, as seguradoras vêm promovendo a adequação de seus produtos, serviços e processos às novas diretrizes. Para 2026, a expectativa é de consolidação dos normativos pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), com base na nova legislação, o que deve trazer ainda mais segurança jurídica, clareza regulatória e estímulo à inovação no mercado.

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