Diretor do Sincor-RJ rebate Susep sobre divulgação das comissões dos corretores

Sincor-RJ rebate Susep sobre divulgação das comissões dos corretores
Arley Boullosa, Diretor de Ensino Técnico do Sincor-RJ, se posicionou pela primeira vez sobre a medida da autarquia para 1º de julho

Após a publicação da matéria sobre a imposição da Susep sobre a divulgação de comissões nos contratos de seguros, os corretores cobraram o posicionamento dos sindicatos dos seus respectivos estados diante do tema. Em entrevista exclusiva, Arley Boullosa, Diretor de Ensino Técnico do Sincor-RJ, declarou que o sindicato é contra essa medida.

“O comissionamento em alguns produtos é maior no Brasil que em outros lugares do mundo em função de diversos fatores. Sendo assim, os corretores médios e pequenos irão sofrer mais com a exposição de sua remuneração”, comentou Arley.

Recentemente, os corretores criaram um abaixo-assinado contra a divulgação de comissões referentes à comercialização de seguro. A norma da Susep obriga corretores de seguros informarem o montante da remuneração pela intermediação do contrato. Além disso, o texto prevê a divulgação dos respectivos valores de prêmio comercial ou contribuição do contrato a ser celebrado. Sendo assim, antes da aquisição do produto de seguros, o consultor deve informar ao cliente qual será sua remuneração por intermediar a venda.

“Muitos clientes irão nos pressionar ainda mais com a redução do preço. Temos um custo operacional muito alto em função do processo de contratação de apólices de seguros no Brasil ser completamente diferente do que temos lá fora”. – Arley Boullosa

Arley Boullosa, Diretor de Ensino Técnico do Sincor-RJ
Arley Boullosa, Diretor de Ensino Técnico do Sincor-RJ

No  dia 11 de março, a Susep divulgou em seu site que seria obrigatória a transparência da comissão de corretagem, até então desconhecida pelos consumidores. A autarquia explicou o objetivo da decisão. “Uma relação equilibrada entre o provedor do seguro e o consumidor é fundamental para a construção de um mercado de seguros forte, saudável e competitivo, que atenda de fato ao interesse da sociedade”.

“Isso vai acabar levando a uma maior concentração no mercado de corretagem porque algumas corretores terão que buscar parcerias para manterem seus negócios de pé”, completa Boullosa.

Sincor-RJ
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2 thoughts on “Diretor do Sincor-RJ rebate Susep sobre divulgação das comissões dos corretores

  1. Parabéns Dr Arley Boullosa pela sua iniciativa
    Este é o assunto que mais nos preocupa, temos um país com uma das mais altas cargas tributárias e hoje o corretor de seguros é encarregado de muitas tarefas que antes eram desempenhadas pelos funcionários de Seguradoras, somos responsáveis não apenas pela comercialização de seguros mas também pela administração dos contratos e a maioria dos consumidores não entendem isto. Obrigado Sérgio / Seguro Nova Digital pela matéria !

  2. Prezado Dr Arley Boullosa.

    A sua ótima abordagem sobre o tema remete ao atual momento em que vivem os corretores de pequeno e médio portes, dentre os quais me incluo, e demonstrou ótima leitura sobre “day after”.
    Sem capacidade de nenhuma ação e muitas vezes até sem voz junto as seguradoras, já que por representatividade jamais com anseios atendidos, estamos vendo a nossa remuneração média diminuir ao longo do tempo ao mesmo tempo em que aumentam os nosso custos e as nossas responsabilidades.
    Como forma de nos esmagar ainda mais e talvez nos aniquilar, quem nos regula e nos controla deu o tiro de misericórdia que nos atingirá a partir de 1º/07/2020. Já que tiros recentes “passaram de raspão”.
    Tenho me perguntado se a lealdade construída junto aos clientes segurados, se a qualificação técnica e experiência em várias áreas do seguro adquirida ao longo dos anos e o amor e dedicação pela profissão ainda valem alguma coisa ou se o que vale mesmo é desistir do negócio “Corretora de Seguros” antes de ser atingido fatalmente pelo tiro, comprar uma pasta da Cavezzale e pedir esmola numa mega corretora que aceite a minha produção, ou numa plataforma, num grupo, numa loja, ou outro nome qualquer que o valha.
    Eu e, creio, a imensa maioria dos corretores não estamos nem um pouco confortáveis.
    Não porque “o gato subiu no telhado”, pois está lá a muito tempo e sobrevivemos, estamos até crescendo, mas porque estão nos atacando com canhões e nessa luta, por enquanto, estamos com estilingues.

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