Valor do seguro auto apresenta estabilidade em março, aponta estudo

Valor do seguro auto apresenta estabilidade em março, aponta estudo

Levantamento mensal realizado pela TEx leva em consideração o dataset com maior abrangência nacional, utilizado por mais de 20 mil Corretores

TEx divulga os números de Março de 2024 do IPSA – Índice de Preços do Seguro Automóvel. De acordo com o estudo, o índice geral de Seguro Auto em março se manteve em 5,8%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, houve queda de 12,1%. Para baixar o IPSA completo acesse o link.

De acordo com Emir Zanatto, CEO da TEx, o IPSA mensal apresentou uma queda significativa a partir de Mai/23 e estacionou na casa dos 5%, mantendo-se estável na maior parte do tempo. “Esse cenário pode ser explicado pela taxa de sinistralidade que apresentou queda de 6,5% desde fevereiro de 2023 (dados da Susep), além do próprio mercado de automóveis, que apresentou queda de 8,8% no total de carros emplacados e negociados nos últimos 12 meses (dados Fenabrave). O que condiz com os movimentos do IPSA no mesmo período”, explica.

Porém, o executivo alerta que o estudo da Fenabrave apontou também uma elevação de 4,8% nos números de março, “o que pode refletir em aumento do IPSA de abril”.

Observamos no Comparativo Anual IPSA (à esq.) que o preço de 2024 se igualou ao de 2022 (5,8%), estando 9,4% acima do preço de 2021 (5,3%) e 12,1% abaixo do preço de 2023 (6,6%), o que denota uma curva mais equilibrada no contexto do último quadriênio.

Já em relação à queda de 12,1% no acumulado dos últimos 12 meses, o executivo revela que a taxa de março de 2024 se igualou a março de 2022 (5,8%), mas ficou muito abaixo da taxa observada em março do ano passado (6,6%), e 9,4% acima do preço de 2021 (5,3%). “No contexto dos últimos quatro anos, observamos uma curva mais equilibrada”.

Taxa de franquia

O IPSA traz a curva da participação obrigatória do segurado em eventos de colisão parcial (mais conhecida como franquia) dos últimos 13 meses. Essa taxa refere-se a um percentual do valor do veículo, sendo uma forma da seguradora controlar seus custos e ao mesmo tempo fazer com que o segurado cuide do seu próprio bem. “Atualmente, a maioria dos seguros contratados faz uso da franquia reduzida, uma alternativa em que o prêmio aumenta e a participação do segurado diminui, por isso ela é nosso foco aqui”.

O levantamento mostra que a taxa de franquia em março de 2023 era de 5,0% e hoje se encontra em 5,1%, o que significa um aumento aproximado de 2,0% em 13 meses. Desde março de 2023, a taxa de franquia se firmou na casa dos 5,0%, alternando entre 5,0% e 5,1%. “A curva da franquia não apresenta as mesmas oscilações do IPSA e suas variações são geralmente sutis e na mesma direção”, detalha Emir.

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O IPSA de março referente ao sexo feminino, seguiu a tendência do índice geral e se manteve estável em 5,5%. Já para o sexo masculino houve aumento de 1,7%, chegando a 6,1%. Em março as mulheres pagaram, em média, 9,8% a menos que os homens.

O estado civil também influencia no valor do seguro automóvel. De acordo com o IPSA de março, as mulheres solteiras (6,9%) pagaram, em média, no seguro auto 38% a mais que mulheres casadas (5,0%). Já entre os homens a distância foi menor, de 24,1%.

Dados regionais

A região onde o segurado reside é um fator muito importante na precificação do seguro, pois interfere diretamente nas taxas de roubo e furto. “Em março pudemos observar que a região metropolitana do Rio de Janeiro pagou 7,3% do valor do carro em seguro, aproximadamente 18% mais caro em relação à região metropolitana de São Paulo, a segunda mais cara do ranking, que pagou 6,2%”, destaca Emir.

Capitais

Especificamente nas capitais analisadas, a Zona Norte de São Paulo apresentou o índice de seguro auto mais caro com 6,7%, sendo 40% mais caro que o índice da Zona Oeste da capital paulista, que pagou 4,8%. Já no Rio de Janeiro, a Zona Norte pagou 122% a mais que a Zona Sul carioca (4,5%).

Na capital mineira, a distância entre a Zona Sul, primeira do ranking com 3,7%, e a Zona Norte, terceira do ranking, com 5,2%, foi de 41%. Já Recife apresentou a menor diferença entre os extremos. A Zona Sudoeste pagou 37,2% a mais que a Zona Noroeste.

Em relação ao ranking dos carros mais cotados pelo TELEPORT, ferramenta mais usada pelas Corretoras de Seguros no País, o Chevrolet Onix se manteve na liderança com 5,5% do volume total, seguido novamente pelo Hyundai HB20 com 4,8%, Jeep Renegade com 3,3%, Nissan Kicks com 3,0%, e Renault Kwid com 2,9%.

O IPSA também traz uma análise de veículos híbridos, elétricos e à combustão com até dois anos de idade. De acordo com o estudo, o índice dos veículos à gasolina e à diesel se mantiveram estáveis, com o primeiro 2,5% maior que o segundo. Já nos veículos de propulsões alternativas, o índice de elétricos aumentou quase 6,0%, se distanciando ainda mais do índice de híbridos, que se manteve em 3,1%.

Vale lembrar que o IPSA é produzido com base nos dados do TEx Analytics, ferramenta de inteligência de mercado desenvolvida pela TEx e dividido em quatorze indicadores: IPSA, que mede a inflação geral e leva em consideração segurados de ambos os sexos de todo o país, IPSA por gênero, IPSA por faixa etária, IPSA por estado civil, IPSA por população, IPSA por região, IPSA por idade do veículo, IPSA por tipo de Seguro, IPSA por valor da tabela Fipe, Ranking de mais Cotados por Combustíveis, Ranking de Carros Elétricos Mais Cotados, Ranking de Carros Híbridos mais Cotados, Comparativo do IPSA por Combustível, Ranking de carros mais cotados pelo TELEPORT, e agora com o Indicador de Valor de Franquia.

“A TEx é a empresa com maior volume de dados e maior penetração em Corretoras de Seguros do país. O IPSA reflete um panorama exato do cenário do seguro auto no Brasil”, finaliza Emir Zanatto, CEO da TEx.

Para baixar o Índice de Preços do Seguro Automóvel completo acesse o link.

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