Motos atingem menor valor histórico e automóveis mantêm trajetória de estabilidade
O preço do seguro de carro e do seguro de moto começou 2026 em queda, consolidando um cenário mais competitivo e estável para o consumidor. De acordo com o IPSA + IPSM – Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto, desenvolvido pela TEx, parte da Serasa Experian, fevereiro registrou 4,7% no seguro auto e 8,7% no seguro de moto, o menor valor da série histórica para o segmento de duas rodas.
A queda no preço do seguro auto reforça a tendência observada ao longo de 2025. Na comparação anual, o IPSA recuou de 5,3% em fevereiro de 2025 para 4,7% em fevereiro de 2026. O índice permanece abaixo de 5%, indicando maior previsibilidade, competitividade e melhores condições para quem busca seguro de automóvel em 2026.
Já o seguro de moto apresentou a redução mais expressiva. Após atingir 10,1% em julho de 2025, o IPSM entrou em trajetória de queda no segundo semestre e chegou a 8,7% em fevereiro de 2026. Esse é o menor preço do seguro de moto desde o início da série, indicando uma recalibração relevante no risco e no custo das apólices.
A redução no valor do seguro, tanto para carros quanto para motos, aponta para um início de ano com menor pressão nos preços. O movimento favorece consumidores, corretores e seguradoras, ampliando a competitividade e abrindo espaço para renegociação e retenção de clientes.
Segundo Emir Zanatto, Head de Seguros da Serasa Consumidor, o cenário indica uma mudança consistente no mercado. “Depois de um período de maior pressão, o mercado começa 2026 mais equilibrado. No seguro auto, o índice abaixo de 5% indica um ambiente mais competitivo e previsível. Já nas motos, a queda após o pico de 2025 mostra uma recalibração clara do risco no segmento”, afirma.
Seguro novo ainda é mais caro que renovação
O tipo de contratação do seguro continua impactando diretamente o preço. Em fevereiro de 2026, o seguro novo registrou 6,1% no auto e 9,5% na moto. Já as renovações, especialmente com a mesma corretora, apresentaram valores menores: 4,0% no seguro auto e 6,6% no seguro de moto.
Esse comportamento reforça a importância do histórico do segurado na definição do preço do seguro.
Perfil do motorista influencia o preço do seguro
O perfil do condutor segue sendo determinante no valor do seguro. Homens ainda pagam mais do que mulheres, tanto no seguro de carro quanto no seguro de moto. Além disso, motoristas jovens, entre 18 e 25 anos, continuam pagando mais que o dobro em comparação com condutores acima de 56 anos.
Região onde o motorista mora impacta o valor
A localização também influencia diretamente o preço do seguro. Em fevereiro de 2026, a região metropolitana do Rio de Janeiro apresentou alguns dos maiores índices do país, com 6,5% no seguro auto e 12,1% no seguro de moto.
Por outro lado, a região metropolitana de Belém registrou 3,2% no seguro de automóveis e 5,4% no de motos, evidenciando diferenças que podem ultrapassar 100% dependendo da localidade.
Idade e valor do veículo também pesam no seguro
Características do veículo seguem como fatores importantes na precificação. Carros com 6 a 10 anos de uso tiveram índice de 6,2%, mais que o dobro dos veículos zero quilômetro, com 2,9%.
No recorte por valor, automóveis entre R$ 31 mil e R$ 50 mil concentraram os maiores índices, enquanto veículos acima de R$ 151 mil registraram preços menores de seguro.
O relatório IPSA + IPSM de fevereiro de 2026 está disponível para consulta e download gratuitamente.






