Reportagem do UOL destaca que o valor do reparo pode superar rapidamente o limite para indenização integral
Uma reportagem publicada pelo UOL Carros chama atenção para um fenômeno que vem preocupando proprietários de carros elétricos: a declaração de perda total por parte das seguradoras mesmo após colisões consideradas leves. Com o avanço da eletrificação da frota brasileira, aumentam os relatos de consumidores que tiveram os automóveis condenados devido ao elevado custo dos reparos, especialmente quando há possibilidade de danos às baterias.
Entre os casos citados está o de um Fiat 500e, que teve perda total decretada após sofrer pequenos amassados no assoalho. Também há registros de proprietários de outros modelos, como o Renault Kwid E-Tech, que afirmam ter recebido a mesma decisão mesmo com o veículo permanecendo em condições de funcionamento.
Segundo especialistas ouvidos pelo site, a principal explicação está no alto custo da manutenção dos carros elétricos. Além da necessidade de mão de obra altamente especializada, os reparos envolvem componentes de alta tensão que exigem protocolos rigorosos de segurança. Dependendo da extensão do dano, o custo do conserto pode ultrapassar rapidamente o limite adotado pelas seguradoras para caracterização de perda total.
Em entrevista ao UOL Carros, o consultor e corretor de seguros Eloy Bressan, da EBressan Corretora de Seguros, explicou que o procedimento segue a mesma regra aplicada aos veículos com motores a combustão. “Em caso de sinistro, o atendimento é regular para todos os veículos, não havendo quaisquer distinções em relação a baterias, motores elétricos ou outros sistemas relacionados à eletrificação. Se o orçamento do conserto atinge 75% do valor do veículo, é caracterizada a Perda Total (PT). Caso contrário, o veículo segue para o conserto”, afirmou.
A reportagem destaca ainda que as baterias, normalmente instaladas no assoalho dos veículos elétricos, são um dos componentes mais caros do automóvel e podem representar boa parte do seu valor de mercado. Em alguns modelos, a substituição desse conjunto pode superar R$ 200 mil, tornando economicamente inviável o reparo e levando as seguradoras a optarem pela indenização integral do veículo.
Fonte: UOL






