Por: Regina Lacerda, CEO da Rainha Seguros e presidente do Clube das Executivas de Seguros do Brasil (CESB)
A final da Copa do Mundo costuma ser marcada por grandes espetáculos, performances memoráveis e apresentações planejadas para emocionar milhões de espectadores. Durante noventa minutos, o mundo acompanha cada lance, cada defesa e cada gol. Mas, quando a bola parou de rolar, foi uma música que acabou deixando uma das mensagens mais marcantes daquela noite.
Em vez de recorrer aos maiores sucessos de sua carreira, Justin Bieber surpreendeu o público ao interpretar ‘Everything Hallelujah, uma canção cuja mensagem central é a gratidão. Em um dos palcos de maior visibilidade do mundo, sua escolha artística foi um convite para olhar além do espetáculo e lembrar de algo que, muitas vezes, passa despercebido na velocidade da vida contemporânea: sempre existem razões para agradecer.
A apresentação transmitiu uma mensagem simples, mas profundamente significativa. A gratidão não depende da ausência de dificuldades. Ela nasce da capacidade de reconhecer o valor daquilo que permanece: as pessoas que amamos, as oportunidades de recomeçar, a saúde, a família, o trabalho e a própria vida.
Essa reflexão dialoga de forma muito próxima com a essência do mercado de seguros.
Quem atua nesse segmento convive diariamente com histórias de acidentes, perdas, doenças, incêndios, roubos e tantos outros imprevistos. No entanto, reduzir o seguro à ocorrência de sinistros é compreender apenas uma pequena parte de sua verdadeira missão.
O seguro existe para preservar aquilo que possui valor para as pessoas.
Preserva famílias. Empresas construídas ao longo de décadas. Patrimônios, projetos, sonhos e a continuidade de histórias que não podem ser interrompidas pelo inesperado.
Por isso, o papel do corretor de seguros vai muito além da comercialização de apólices. Seu trabalho consiste em orientar pessoas e organizações na gestão de riscos, oferecendo segurança para que possam seguir em frente mesmo diante das adversidades.
Sob essa perspectiva, a mensagem apresentada na cerimônia de encerramento da Copa do Mundo ganha um significado ainda mais profundo. Antes de pensar no que pode ser perdido, ela nos convida a reconhecer aquilo que já temos.
E talvez seja exatamente esse o ponto de encontro entre a gratidão e o seguro. A gratidão nos ensina a valorizar o presente. O seguro contribui para que esse presente possa ser preservado, permitindo que o futuro continue sendo construído com mais tranquilidade.
Em uma sociedade marcada pela velocidade, pela insegurança e pela imprevisibilidade, torna-se cada vez mais importante lembrar que proteger não é alimentar o medo, mas cuidar daquilo que realmente importa.
No mercado de seguros, aprendemos diariamente que o verdadeiro patrimônio das pessoas não se resume aos bens materiais. São suas relações, seus projetos, suas conquistas e tudo aquilo que representa sua história de vida.
Talvez essa tenha sido uma das mais relevantes lições deixadas pela Copa do Mundo: reconhecer o valor daquilo que temos também é uma forma de compreender por que precisamos protegê-lo.
Antes de administrar riscos, protegemos pessoas. Antes de emitir apólices, ajudamos a preservar histórias. E, antes de qualquer planejamento para o futuro, vale a pena agradecer pelo que já foi construído.
Essa é, talvez, a maior contribuição que o mercado de seguros oferece à sociedade: permitir que pessoas, famílias e empresas sigam em frente com a tranquilidade de saber que aquilo que realmente importa recebeu o cuidado que merece.
Talvez seja por isso que a mensagem de Everything Hallelujah tenha encontrado tanta sintonia com a essência do seguro. Afinal, quem aprende a agradecer pelo que possui também compreende por que vale tanto a pena protegê-lo.






