Bruna Garcia: ‘A consciência é o primeiro passo para a mudança’

Bruna Garcia: 'A consciência é o primeiro passo para a mudança'

Entrevista exclusiva divulgada, originalmente, na 44ª edição da revista digital

O mercado brasileiro de seguros reserva um futuro de oportunidades para os agentes que fazem funcioná-lo. As ambiciosas metas do setor traçadas até 2030 vão exigir uma demanda de trabalho de profissionais que estão dentro e fora dele. Mas o que fazer quando as pessoas não têm consciência disso? Para Bruna Garcia, fundadora da Megaluzz, despertar o interesse dos atuais e futuros trabalhadores vai depender de um forte papel da comunicação para levar informações sobre a indústria para a sociedade.

Bruna conta que já está se mexendo. Idealizadora de uma empresa que alavanca os negócios de pequenas e médias empresas, Bruna agora começa a preparar pessoas para o mercado de seguros, “com o intuito de promover o conhecimento básico necessário”, conta.

Bruna Garcia, que já trabalhou em shopping sete dias por semana, sabe a importância que a comunicação tem em informar e despertar o interesse na população que nunca teve a pretensão de trabalhar na indústria securitária, uma das que mais cresce no país.

Seguro Nova Digital – Como as empresas devem se posicionar visando atrair mais profissionais para o mercado de seguros?

Bruna Garcia – O setor de seguros é composto por organizações de diversas naturezas: seguradoras, corretoras, empresas de tecnologia e todas outras organizações que entregam serviços de suporte para os stakeholders.

Naturalmente, as seguradoras, por serem grandes empresas, atraem mais o olhar de quem busca colocação no mercado de trabalho. São companhias que demonstram uma segurança maior para o candidato e que possibilitam seu crescimento. Portanto, ela não precisa fazer tanto esforço, pois pode oferecer um pacote muito atrativo para o candidato.

SND – E quanto as corretoras de seguros?

BG – Nas corretoras isso deixa de ser uma realidade, pois a maioria é pequena e média. Mais da metade dos profissionais trabalha como pessoa física ou com uma estrutura de no máximo três pessoas. É mais difícil atender a expectativa de quem está procurando emprego.

As corretoras pequenas e médias têm déficits de talentos, pois as maiores, que têm mais facilidade de atrair, não querem abrir mão dos seus. Por outro lado, em empresas menores o colaborador pode ter mais facilidade em destacar seu trabalho, visto que nas grandes corporações ele pode ser só mais um.

SND – Qual é o desafio que as empresas menores têm pela frente?

BG – Geralmente, os gestores delas estão despreparados para liderar e ter uma gestão eficiente. Essas lideranças começaram seu negócio por uma necessidade e acabaram não se atentando em como gerir pessoas, contratando apagadores de incêndio. Isso é um problema, porque se o colaborador talentoso não admirar o seu líder, ele vai procurar outra empresa que dê as condições de desenvolvê-lo. Os talentos ficam com os bons gestores.

O salário emocional, ou seja, a qualidade de vida e a oportunidade de crescimento, faz toda a diferença na retenção de talentos.

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SND – Por que os jovens profissionais nunca buscaram, deliberadamente, trabalhar em empresas do segmento de seguros?

BG – Eles desconhecem a quantidade de oportunidades que o setor oferece. Profissões tradicionais, que chamam mais atenção, ainda têm um peso grande porque falta conscientização da importância do papel do corretor na sociedade. Eu, por exemplo, aos 15 anos trabalhava no shopping, de domingo a domingo, uma realidade que atinge boa parte da população. À época, apesar de ser filha de corretores, não passava pela minha cabeça trabalhar com seguros. Geralmente, quem procura o setor para trabalhar possui um ciclo social de pessoas que já conhecem o mercado.

SND – Você considera que o setor é atraente para esses talentos?

BG – Sim, mas hoje existe um déficit de profissionais ou os que já estão atuando precisam se capacitar. Como a procura para trabalhar no mercado é baixa, a Megaluzz está investindo na formação de pessoas. Estamos criando uma base de um público interessado que será treinado em produtos e em educação corporativa.

SND – Se é atraente, como despertar o interesse desses profissionais?

BG – Quem precisa de um colaborador para sua corretora está querendo alguém com experiência e que já conheça ferramentas de multicálculo, por exemplo. A quantidade de vagas ofertadas é maior do que a de profissionais qualificados. Precismos divulgar para a sociedade que este setor pode ser uma oportunidade de trabalho.

Um dos motivos de a Megaluzz investir na capacitação é com o intuito de promover o conhecimento básico necessário para preencher essas lacunas.

SND – Existem particularidades para trabalhar neste setor?

BG – Conhecimento técnico de seguro e estar familiarizado com os riscos dos ramos de atuação. Hoje em dia, o conhecimento está escasso e os cursos nas instituições de formação preparam o profissional de forma teórica. Ele precisa da técnica e se aprofundar em algo específico.

SND – Um dos grandes desafios do mercado nacional está na sua baixa penetração. Você acredita que podemos aumentar a participação do setor na sociedade com mais profissionais trabalhando nele?

BG – Sim. Temos mais pessoas comunicando e se conscientizando da importância da necessidade do seguro. A população não tem a cultura securitária por falta de referências sobre ele. A consciência é o primeiro passo para uma mudança.

Clique aqui e conheça mais sobre a Megaluzz, empresa fundada por Bruna Garcia.





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