CNseg projeta aumentar em 20% a penetração do setor nos próximos anos

CNseg projeta aumentar em 20% a penetração do setor nos próximos anos

Foto: Marcelo Celio

Confederação anuncia o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS) e conta com o engajamento da toda a indústria

A CNseg, em conjunto com as suas federações associadas, elaborou o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização (PDMS). A iniciativa tem o objetivo de construir um mercado mais acessível para os brasileiros e, consequentemente, aumentar a sua penetração na sociedade. O lançamento do plano aconteceu nesta quinta-feira, 16, em São Paulo, e contou com a presença de representantes de entidades, acadêmicos e seguradores.

FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap contribuíram para a elaboração do plano. Já representando os corretores de seguros, a Fenacor também participou do projeto. No total, 65 iniciativas, dividas em quatro eixos de trabalho, foram elaboradas. Elas serão as responsáveis em conduzir as ações na indústria nos próximos sete anos.

“O sucesso do plano depende do engajamento de toda a indústria de seguros”, alertou Dyogo Oliveira, presidente da CNseg. A iniciativa visa aumentar a população atendida em 20% pelos diversos produtos do mercado, bem como elevar o pagamento de indenizações, benefícios, sorteios, resgates e despesas médicas e odontológicas dos atuais 4,6% do PIB para 6,5%.  Por fim, até 2030 o objetivo é que a indústria tenha a participação de 10% do PIB nacional.

Para atingir a meta, Oliveira aposta em pilares que vão auxiliar no desenvolvimento da imagem do seguro. Um deles é o aprimoramento dos canais de distribuição, com o fortalecimento dos corretores de seguros, por meio de capacitação, e o investimento em tecnologia. A modernização dos produtos e a eficiência regulatória também são pontos destacados pelo presidente da confederação.

“O plano foi criado a partir da percepção de que o mercado de seguros pode gerar mais reservas para a poupança nacional e direcionar mais recursos para importantes projetos nacionais, ao apoiar iniciativas públicas e privadas. Assumimos riscos das mais diversas atividades econômicas e oferecemos proteção aos indivíduos e às empresas”, ressalta Oliveira.

O presidente do conselho diretor da CNseg, Roberto Santos, lembrou que o setor é um dos poucos setores produtivos que cresce a dois dígitos anualmente. Entretanto, a participação no PIB ainda é considerada baixa em comparação a outros países desenvolvidos. “Espero que em 2030  o mercado já esteja em um patamar maior”, projetou.

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Na prática

Foram divididos quatro eixos de trabalho na PDMS: imagem do seguro, canais de distribuição, produtos e eficiência regulatória. Segundo a CNseg, os efeitos das medidas e as ações propostas podem ser resumidos nos chamados ‘7 Ps’. A conjugação de cinco Ps, agindo pela oferta e pela demanda, simultaneamente, gera o resultado de mais dois Ps, que são as repercussões esperadas para as empresas e para os consumidores.

Oferta:

1. +Proteção (intensidade);

2. +Popularização (amplitude);

3. +Poupança (repercussão de valor)

Demanda:

4. +PIB (renda disponível);

5. +Percepção (conhecimento e educação)

Resultado:

6. +Participação (que traz ganhos de mercado);

7. -Preço (que amplia a acessibilidade para o consumidor).

Participação do corretor

A CNseg também reuniu algumas seguradoras para o desenvolvimento do plano. Jonson Souza, Diretor da MAPFRE, ficou responsável pelo tema “Distribuição”. O executivo reconheceu que hoje existem outros canais de venda de seguros, mas afirmou que o corretor é o principal responsável por essa área. “Ele (corretor) não é um mero vendedor de seguros. Na pandemia, por exemplo, ele precisou ser psicólogo, terapeuta, amigo e o elo de ligação entre o cliente e o mercado”.

O diretor da MAPFRE revelou sete das iniciativas destacadas na distribuição dentro do plano: revisar a regulamentação para permitir a venda online; investimento em incubadoras de tecnologia; organizar a base de dados dos corretores; estimular o aperfeiçoamento dos profissionais; aprimorar o estudo dos ramos no open insurance; estabelecer uma parceria com a ENS para capacitar o quadro de colaboradores das corretoras.

Para Armando Vergilio, presidente da Fenacor, este é um momento histórico que vai ajudar a definir o futuro da indústria de seguros no país. Segundo ele, o corretor continuará sendo fundamental “pois é responsável por quase 90% das apólices firmadas no Brasil”. Vergilio está animado com os impactos do plano. “É um documento vivo que vai agregar as boas ideias, as sugestões e ser ajustado para que seja a mola propulsora de crescimento deste mercado”, salientou.

Leia, por fim, a 30ª edição da revista:






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