01/08/2021

Transtornos psicológicos causados pelo isolamento social podem piorar dores crônicas

Um dos reflexos do isolamento social causado pela pandemia é o surgimento ou agravamento de transtornos como a depressão e ansiedade que podem piorar com o sedentarismo, pois com a falta de acompanhamento médico e fisioterapêutico as pessoas tendem a relaxar nos cuidados da saúde. Por isso, a Drª Eliane Coutinho, PhD, mestre e pesquisadora em dor crônica criou o programa Coluna sem dores, planejado de forma online que visa ajudar o paciente no tratamento das dores dentro de casa.                               

Quem já sofre com o incômodo físico pode perceber uma evolução negativa no seu quadro. “Isso acontece porque a localização no cérebro dessa percepção da ansiedade e depressão estão alocadas nos mesmos núcleos que a percepção da dor, ou seja, quando ocorre uma alteração psicológica pode haver também a dor crônica” esclarece a mestre e pesquisadora Coutinho.                                                          

A doutora Eliane ressalta a possibilidade de haver um ciclo vicioso por conta da solidão da quarentena, o paciente tem a dor crônica que leva a um quadro depressivo que devolve com a piora do sofrimento. Então, recomenda-se duas abordagens: primeiro com o tratamento cognitivo por meio de um processo educacional, a segunda também visando o método educacional tem o foco no sistema ‘musculoesquelético’ através da reprogramação muscular.

Para uma melhora do quadro da dor, o paciente precisa criar uma rotina de exercícios dentro de casa, já que as recomendações são de evitar exercícios ao ar livre. O objetivo da rotina é internalizar a educação muscular, até que ela se torne automática ou natural.

“Tais incômodos são preocupantes e precisam ser tratados não só a nível muscular, como também psicocognitivo, ou seja, a partir de um programa de educação da dor baseado na neurociência que reorganiza as percepções que causam sofrimento nos músculos”, afirma Coutinho.

Eliane ainda frisa: “Contudo é necessário também um método desenvolvido para rememoração muscular, o qual os profissionais auxiliam os pacientes a trocar a memória dessas dores por aquela que remete a funções saudáveis”. Por esse motivo o programa Coluna sem dores abrange não só quem sofre como também fisioterapeutas e profissionais de educação física, que são altamente capacitados para ensinar seus pacientes a fazer uma autogestão domiciliar.

Drª Eliane Coutinho, PhD, mestre e pesquisadora em doença crônica
Drª Eliane Coutinho, PhD, mestre e pesquisadora em doença crônica

Pensando em auxiliar os profissionais da saúde e pacientes que estão impossibilitados de sair, a Drª Eliane Coutinho desenvolveu e disponibilizou de forma virtual Coluna sem dores. O processo do programa é a partir de suportes, ele ensina os participantes a lidar com a aflição física e transformá-la em função como reprogramar os músculos dando suporte à coluna, tudo isso sem precisar se arriscar saindo de casa. “O importante é estar decidido a mudar os hábitos e esquecer essa memória da dor crônica”, completa a doutora.

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