27/07/2021

Democratizando o acesso ao seguro

Democratizando o acesso ao seguro

“A crise gera desafios, mas também muitas oportunidades. A FINN entendeu que esse contexto foi muito positivo para a consolidação de negócios digitais, como é o caso da própria insurtech. A transformação digital, do dia para noite, virou uma necessidade para muitas empresas e nós já estávamos preparados para enfrentar este cenário.”

Rodrigo Gouveia, Fundador da FINN, concedeu entrevista exclusiva à SND e fez um balanço sobre o ano da empresa e explicou de que maneira a insurtech contribui para aumentar a penetração do seguro no país.

Seguro Nova Digital – Qual é o papel da FINN neste período de mudanças no setor de seguros?

Rodrigo Gouveia – A FINN tem a missão de transformar os processos de cotação e gestão de seguros corporativos. Para isso, nós criamos soluções inovadoras e intuitivas. Dessa forma, facilitamos a compreensão do usuário sobre o setor segurador, considerado por muita gente como burocrático e complicado.

S.N.D – O que é importante ter em um processo de transição digital dentro de um setor econômico?

R.G – Nós acreditamos que neste mercado, ainda muito conservador, o caminho para construir uma transição digital orgânica é entregar inovação, agilidade e transparência, característica presentes em nossa atuação.

S.N.D – Como o segurado se beneficia das ferramentas da empresa?

R.G – A princípio, disponibilizamos a plataforma para cotação online, o que, além de ser ágil, permite que o cliente tenha mais possibilidades de aprovação junto as seguradoras – já que a FINN está integrada a várias delas.

Ao fazer a cotação, é possível conhecer as taxas e limites aprovados em diferentes seguradoras do mercado. Com os dados em mão, o usuário consegue fazer o comparativo para ver qual vale mais a pena de acordo com suas necessidades. Todas as empresas que entram em contato conosco têm acesso ao atendimento do nosso time comercial, disponível para esclarecer qualquer questão, o que é um diferencial para a experiência do usuário.

S.N.D – Dentro do mercado, muito se comenta sobre a baixa penetração das carteiras no país. Na sua análise, a FINN pode ajudar na democratização do acesso ao seguro?

R.G – Queremos transformar a cotação e gestão de seguros ao entregar inovação, agilidade e transparência. Para isso, a FINN disponibiliza uma plataforma digital, intuitiva e inovadora, o que torna a cotação e informações sobre o universo dos seguros acessível ao público.

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S.N.D – A insurtech é especialista em proteções corporativas, sobretudo o seguro garantia. Quais mudanças você notou nessas carteiras durante a pandemia?

R.G – Notamos um crescimento nas cotações do Fiança Locatícia, porque os locadores sentem mais segurança ao contar com esse recurso, ao invés da opção dos fiadores. Mas, ao mesmo tempo, tornou-se mais difícil conseguir aprovação do risco junto as seguradoras, já que estamos falando de um dos segmentos que mais teve sinistro no período da pandemia. Afinal, a crise afetou a condição financeiras dos brasileiros

S.N.D – A Insurtech, além de atuar na contratação e na cotação do seguro, trabalha como gestora de seguros. Como é conciliar esses dois trabalhos sem perder a qualidade na prestação de serviço?

R.G – A FINN apresenta uma solução que começa com a cotação de seguros e termina com a oferta de uma plataforma de gestão. Nossa atuação é feita de ponta a ponta para suprir as necessidades das empresas que lidam com a contratação de seguros. Os serviços se complementam e esse é um dos grandes diferenciais da plataforma!

S.N.D – Por ser uma gestora, a FINN pode auxiliar tanto corretoras quanto seguradoras ao mesmo tempo?

R.G – Apesar da FINN ser direcionada as empresas, nossos clientes finais, nós conseguimos contribuir com as seguradoras ao entregar informações estruturadas.

Por meio da nossa área de análise de crédito, interpretamos os dados dos clientes e repassamos para as seguradoras. Tudo de forma organizada e categorizada, o que torna mais simples o trabalho de análise e aprovação. A medida que gera um conforto para as seguradoras, isso certamente reflete em uma melhor condição na aprovação do risco, quem ganha com isso é o cliente final.

S.N.D – Por qual razão o foco em Seguro Garantia e Fiança Locatícia?

R.G – Além de ser um segmento de maior crescimento no mercado, nós sabemos que as empresas ainda têm dificuldades em relação a esses seguros. Quando falamos sobre riscos financeiros, que demandam uma análise técnica com variáveis jurídicas e econômicas, percebemos que a maioria das corretoras, acostumadas a lidar com os seguros mais tradicionais, também têm dificuldade em dar um atendimento completo para os seus clientes.

S.N.D – Existe interesse em ampliar a atuação no mercado?

R.G – Sim, já estamos desenvolvendo soluções para cotação online e gestão de outras modallidades de seguros, devemos lançar já no início de 2021.

S.N.D – No seu ponto de vista, por que o seguro no Brasil ainda tem baixa penetração?

R.G – Por uma questão cultural, no Brasil, muitas pessoas enxergaram a contratação do seguro como um custo desnecessário. É aquela ideia de “nunca vai acontecer comigo”

Apesar disso, existe uma tendência crescente de as empresas contratantes exigirem das contratadas seguros, com o objetivo de minimizar os riscos de operações. Principalmente em períodos pós-crise, de uma certa forma todos ficam com receio de tomar risco.

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Leia, por fim, a 12ª edição da revista:

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