19/09/2020
Touareg, franquia de corretora de seguros, cresce 75% durante a pandemia

Touareg, franquia de corretora de seguros, cresce 75% durante a pandemia

Home office e plataforma de streamings estão entre as estratégias que fizeram negócios da empresa aumentar em 40%

A crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus serviu de impulso para que a franquia de corretora de seguros baiana Touareg Seguros reinventasse a forma de fechar negócios em todo o país. Em quatro meses, a rede saltou de 40 para mais de 70 unidades no Brasil – um crescimento de 75%. Além disso, conseguiu elevar em 40% o volume de contratos firmados em diversos ramos de seguros.

De acordo com o sócio da corretora, Luiz Villar Filho, uma série de estratégias foi incorporada pela empresa para que as vendas continuassem durante a pandemia. “Além do home office, adotamos as plataformas de streamings. Nunca vendemos tanto pelo Zoom e por meio de reuniões virtuais. Conseguimos atrair os clientes pela internet e fechar negócios. O distanciamento social necessário abriu uma nova perspectiva de mercado. A tendência é a formação de grupos e comunidades de corretores”, conta.

O empresário revela que apenas no primeiro mês conseguiu ampliar de 40 para 53 o número de franqueados, a partir da troca de experiências entre os profissionais e dos treinamentos realizados por colaboradores da empresa. “As vendas da nossa rede continuam. Desde janeiro, os novos integrantes fazem treinamento 100% online. Não tem cabimento vender franquia de R$ 15 mil e exigir que o corretor pague mais R$ 6 mil para vir a Salvador fazer o treinamento. O jeito que estamos trabalhando agora era impensável até o ano passado. Arranjamos uma forma de vender em plena pandemia. Viramos praticamente uma plataforma de conteúdo virtual do Seguro”, define.

Os interessados em comprar a franquia precisam iniciar a estruturação de uma corretora com o apoio de responsável técnico cedido pela Touareg ao longo de 18 meses. No decorrer do período, o franqueado faz um curso ministrado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

“A gente forma, treina e dá mentoria. Tem que gostar de gente, ter relacionamento e gostar de vender. Esta receita tem sido imbatível. Não há ninguém querendo abrir escritório. É de casa, com laptop”, completa Villar.

Apólices – A nova formatação de vendas alavancou os negócios em 40%, segundo Villar. Os contratos são fechados em qualquer lugar do país. “Mesmo com a pandemia a corretora vendeu uma apólice de seguro de vida para mais de 40 mil funcionários de uma empresa paulista com investimento mensal de R$ 300 mil. O cliente perguntou se conseguiríamos atender virtualmente e provamos que sim. Em última hipótese, se o cliente quiser atendimento presencial temos franqueado em todas as partes. Há suporte para isso”, diz o sócio da Touareg.

Segundo ele, o principal negócio da empresa foi fechado durante a pandemia. “Uma frota de caminhões que resultou em apólice de R$ 1,5 milhão. O dono dos veículos resolveu trocar de corretor nesta época e o único contato que fizemos foi online. Naturalmente, um bem deste sempre é renovado, mas olha o movimento que o cliente fez”, observa Villar.

Retorno ao escritório – O sócio da Touareg assegura que a volta ao escritório não está no radar da empresa. “Não vamos voltar mais. Desse modo, o funcionário vai escolher se quer ir à empresa. A pandemia não tem prazo para acabar e nós enxergamos que este é o “novo normal” do corretor de seguros. Além de alavancar vendas, conseguimos fazer uma melhor acomodação dos custos”, ressalta Villar.

“Capto o cliente pela internet, fecho online e volto conversando. Por isso, não preciso mais viajar. O modelo otimiza em todos os aspectos. Não preciso nem de visita técnica presencial. Posso pedir ao cliente, por exemplo, que inverta a câmera do celular e se torne os meus olhos para que o produto seja avaliado”, acrescenta.

Além disso, ele reforça que apenas a estrutura física da empresa deixará de crescer de agora em diante. “Com o atendimento remoto, não há porque crescer em espaço. O funcionário só irá ao escritório no dia que quiser e a diretoria não quer informações sobre o local no qual se encontra o colaborador. A nossa única condição é: produza! Esteja à disposição da empresa”, indica.

Villar afirma, inclusive, que não houve baixas no quadro de funcionários composto por 30 empregados diretos e indiretos. “Não demitimos ninguém porque a gente está focada em crescer. Contudo, o colaborador vem na hora que ele quiser, do jeito que for conveniente, de bermuda, de cabelo azul… Somos a favor da diversidade e da igualdade de culturas. Liberdade mesmo é não ter amarras de leis trabalhistas”, sinaliza o corretor.

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