Em entrevista ao podcast, executivo explica como a integração entre seguradoras e o RNTRC pode reduzir a informalidade e aumentar a eficiência do setor
A edição 77 do podcast Seguro em Debate, já disponível no canal SND Play no YouTube, recebe Salvatore Lombardi, CEO da Albatroz MGA, para analisar os impactos da nova normativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que promove a integração automática entre seguradoras e o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC). Segundo o executivo, a medida representa um marco para o setor ao transformar o seguro de transporte em um elemento estrutural da operação logística.
Durante a entrevista, Lombardi classificou a mudança como um verdadeiro divisor de águas para o mercado. Na avaliação do executivo, o seguro deixa de ser visto apenas como uma exigência contratual e passa a assumir uma função estratégica dentro da cadeia logística. “O seguro deixa de ser apenas um requisito contratual de proteção para o cliente e passa a ser um elemento estrutural da operação logística”, afirmou.
A entrevista também abordou os reflexos da nova regulamentação para os corretores de seguros. Para o executivo, o profissional passa a desempenhar um papel ainda mais consultivo, auxiliando transportadores e embarcadores na adequação às novas exigências regulatórias. “O corretor passa a ter um papel ainda mais relevante, ajudando o cliente a estruturar corretamente seus programas de seguros e a compreender as novas normas”, destacou.
Lombardi acredita ainda que a medida deve ampliar as oportunidades de negócios para os corretores especializados em transporte. Com a redução da informalidade e o aumento da obrigatoriedade dos seguros, a expectativa é de crescimento da demanda por profissionais capacitados para atuar nesse segmento, especialmente entre pequenos e médios transportadores.
O avanço da digitalização também foi apontado como um dos principais benefícios da nova normativa. Segundo o CEO da Albatroz MGA, a disponibilidade de dados estruturados e confiáveis permitirá subscrições mais técnicas e precificações mais adequadas ao perfil de risco de cada cliente. “Você passa a usar o dado do cliente a favor dele. Isso reduz distorções, melhora as operações e beneficia todo o mercado”, afirmou.
Ao comentar os efeitos imediatos da medida, Lombardi ressaltou que a maior transparência operacional tende a reduzir práticas informais e dificultar fraudes, além de contribuir para a melhora dos indicadores de sinistralidade do setor. Para ele, o resultado será um ambiente mais eficiente, competitivo e sustentável para transportadores, embarcadores, corretores e seguradoras.




