Pioneirismo do SRO, da Susep, promete trazer mais transparência ao mercado

Pioneirismo do SRO, da Susep, promete trazer mais transparência ao mercado

Cristiano Cesário, coordenador geral da Susep

Tema de painel no Insurtech Brasil 2024, projeto será ampliado para  mais modalidades de seguros

O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer à população um serviço de consulta online de todos os tipos de seguros e apólices comercializadas no país. O Sistema de Registro de Operações, ou SRO, é uma iniciativa da Susep e foi tema de um painel na Insurtech Brasil 2024, em São Paulo.

Lançado em 2023, o SRO caminha para incluir, em seu escopo, todos as modalides de seguros.

“Ele é um dos únicos sistemas de registros de seguros do mundo que reunirá todas as informações sobre o tema e poderá ser consultado pela população. Existem outros sistemas, em outros países, mas nenhum tem essa pretensão. Podemos dizer que somos pioneiros”, afirma o coordenador geral na Susep, Cristiano Cesário, que participou da mesa de debate sobre o assunto.

O SRO é um projeto que moderniza o envio de dados do mercado supervisionado à SUSEP. Isso acontece por meio de registradoras de operações de seguros, previdência complementar aberta e capitalização. Desse modo, ele permite que o regulador controle e fiscalize as operações realizadas no mercado. É por meio do sistema, por exemplo, que qualquer cidadão portador de seguro em um ramo registrável pode ter acesso às informações de sua apólice. Basta consultar o Sistema de Consulta de Seguros da SUSEP com sua conta gov.br. Atualmente, apenas os seguros de danos e pessoas em regime financeiro de repartição simples devem ser registrados no SRO.

Para Cesário, o objetivo do SRO é disponibilizar um repositório centralizado de informações com as principais operações do mercado.“Eles servirão para que a Susep possa dar respostas mais céleres às demandas não só de órgãos de controle, como de toda a sociedade”, disse.

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O CTO da CSD BR, Daniel Polano, destacou que o SRO ajudou a digitalizar as seguradoras desde seu lançamento.

“As empresas têm diferentes níveis de maturidade tecnológica. Em alguns casos, tivemos que criar a tecnologia para ‘ler’ arquivos PDFs, por exemplo. Então, o SRO está acelerando esse processo de transformação digital e padronização das seguradoras”, reforça.

Polano contou que a CSD BR participou das discussões para a implementação do SRO. Ele explicou que um dos maiores desafios foi uniformizar as informações que deveriam ser enviadas pelas seguradoras para as registradoras, como a CSD BR. “Hoje, podemos dizer que o mercado está muito mais maduro. Tanto as registradoras e seguradoras quanto a Susep, que tem escutado as demandas do mercado e colaborado para essa construção”, continua.

O CTO também destacou que a padronização das informações facilita uma das inovações trazidas ao SRO. Um exemplo é a portabilidade, que permitirá que as seguradoras mudem de registradoras mais facilmente.

Trabalho intenso das companhias

Luiz Gustavo Anastácio, Associate Partner do BTG Pactual, também presente no debate, explicou que, por parte das seguradoras, o trabalho é intenso há alguns anos para o registro dos produtos no SRO. “A gente se dedicou para fazer essa integração desde o início. E é ótimo porque a gente traz as seguradoras para um nível de maturidade digital histórico”, afirmou.

Anastácio disse, ainda, que os primeiros produtos exigiram uma demanda de trabalho maior para serem registrados, contudo, com o passar do tempo, os passos seguintes ficaram facilitados.

“Hoje a gente consegue fazer esse trabalho com mais automação e menos recursos”, finalizou.

Como o projeto está evoluindo, no último dia 2 de julho, a SUSEP abriu uma consulta pública. O intuito é de que as empresas do setor enviem propostas para alterar o escopo de dados que devem ser enviados ao órgão regulador. Por fim, a CP nº 08/2024 ficará aberta até 2 de agosto para o recebimento de sugestões.

Fonte: Agência NoAr





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